O primeiro, o original

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O primeiro Civic nacional jamais foi colocado à disposição dos consumidores. Talvez a Honda já tivesse noção, àquela época, de que o carro se tornaria uma pequena relíquia da indústria automotiva nacional. Que vem sendo muito bem preservada ao longo destas duas décadas de vida, diga-se: quando enfim tivemos contato com o veículo ele registrava pouco mais de 300 quilômetros rodados no odômetro. Tudo que está presente no exemplar é original de fábrica e está em excelente estado.

Rodar com ele provoca uma sensação de viagem pelo tempo. A primeira razão é que o Civic 00001 mais parece um automóvel “zerinho”. Conservação de pintura, revestimentos internos, rodas e partes mecânicas no cofre do motor é surpreendente. Só mesmo o estilo típico dos anos 90 e a ausência do “cheiro de carro novo” para denunciar que este camarada já tem alguns anos de estrada.

Este exemplar é da versão intermediária LX automática, lançada em outubro de 97 a R$ 29.900 — valor que, corrigido pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), equivale a pouco mais de R$ 100 mil nos dias atuais. Uma etiqueta longe de ser acessível a qualquer brasileiro, mas justificada pelo refinamento técnico e pelo bom pacote de equipamentos.

Já há 20 anos o Civic LX trazia de série: direção com assistência hidráulica e regulagem de altura da coluna; trio elétrico (vidros, travas e retrovisores); pintura metálica ou perolizada (a da unidade avaliada era metálica e se chamava prata Vogue); ar-condicionado; comandos internos para abertura de tanque de combustível e porta-malas; desembaçador do vidro traseiro; rádio com toca-fitas; banco traseiro bipartido.

Conjunto mecânico era formado pelo motor 1.6 4-cilindros a gasolina de 106 cv, dotado de comando SOHC (simples) para as 16 válvulas e bloco e cabeçote de alumínio, acoplado a uma caixa de câmbio automática de quatro velocidades. Suspensões utilizavam arquitetura independente nos dois eixos, sendo braços duplo-A na dianteira.

Versões mais caras contavam ainda com airbags frontais, freios ABS, controle de cruzeiro, vidros degradê e propulsor com comando variável de válvulas na admissão, além de potência “esticada” a 127 cv. Assim, o Civic de sexta geração feito no Brasil alcançava valor máximo de R$ 35.700, cerca de R$ 126 mil na correção pelo INPC. Curiosamente é um teto muito próximo àquele do Civic 10 comercializado nos dias de hoje: R$ 124.900.

Fonte: carros.uol@carcentral.com.br

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